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24 de Novembro de 2020
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    Peritos que contestam suicídio abrem 4º dia de júri da morte de PC Farias

    Primeiro perito a falar ao júri nesta quinta-feira (9) é Domingos Tochetto. Sentenças dos quatro PMs acusados devem ser conhecidas na sexta (10).

    Publicado por G1 - Globo.com
    há 8 anos

    O 4º dia do júri popular de quatro policiais pelas mortes de Paulo César Farias, o PC Farias, e da namorada, Suzana Marcolino, começou às xh desta desta quinta-feira (9) com esclarecimentos dos peritos que contrariam a tese de suicídio no caso. O primeiro a falar éo perito Domingos Tochetto.

    Na quarta-feira (9), prestaram esclarecimentos ao júri os peritos que emitiram o laudo inicial, que atestava que Suzana havia assassinato PC Farias e se matado em seguida. O julgamento começou na segunda (6), no Fórum de Maceió, e a previsão é de que a sentença saia na sexta (10).

    Os quatro policiais militares que faziam a segurança do casal à época são acusados de duplo homicídio triplamente qualificado. PC Farias e Suzana Marcolino foram encontrados mortos em uma casa de Praia de Guaxuma, Alagoas, em junho de 1996.

    Os policiais foram acusados por omissão, por não terem impedido as mortes. O laudo inicial da equipe do médico-legista Badan Balhares concluiu que Suzana matou PC Farias e se suicidou em seguida. Mas, após ser contestado pelo legista George Sanguinetti, uma nova perícia foi feita, concluindo que o casal havia sido assassinado ( Veja dúvidas sobre os dois laudos).

    Encerrada essa fase, começa o interrogatório dos réus, que têm o direito de permanecer em silêncio. Nesse caso, o silêncio não significa confissão. Também não é permitido que o réu fique algemado, exceto se comprovada a necessidade. Entenda como funciona o júri popular.

    Por fim, os jurados se reúnem na sala secreta, o que deve ocorrer apenas na sexta-feira (10), para proferir o veredicto do caso. Com base nele, culpado ou inocente, o juiz vai redigir a sentença e dosar a pena, se houver condenação, ou o alvará de soltura, se determinada a absolvição.

    No terceiro dia de julgamento, o médico-legista Badan Palhares e outros peritos de sua equipe prestaram esclarecimentos. "Como perito, o local de crime define, por si só, que aquilo é um homicídio seguido de suicídio", disse

    . Ele chefiou a equipe de peritos que fizeram o primeiro laudo sobre as mortes. "Hoje não tenho nenhuma dúvida", afirmou. "Absolutamente nenhuma."

    Ao todo, dez pessoas foram ouvidas na sessão, entre elas, a irmã de Suzana: "Ela jamais se mataria", disse Anna Luiza aos jurados.

    Badan, que não concedeu entrevistas antes do julgamento, apresentou em slides u...

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